O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, declarou que o regime de Kiev é capaz de "qualquer ataque terrorista" dadas as condições atuais, mencionando uma "deterioração inexorável" da situação na frente de batalha para a Ucrânia. Esta retórica eleva o prêmio de risco geopolítico, sugerindo uma potencial escalada do conflito e ações não convencionais. O mecanismo econômico reside no aumento da incerteza, que impulsiona a demanda por ativos de segurança e defesa, enquanto eleva os custos de energia e interrompe as cadeias de suprimentos globais. Consequentemente, ações de empresas de defesa como LMT e RHM.DE podem subir, e preços do Brent podem ter alta, enquanto companhias aéreas como AZUL4 enfrentam pressão. Para o investidor brasileiro, o cenário implica potencial desvalorização do BRL e volatilidade no IBOV, com uma possível resposta do Banco Central via Selic para conter pressões inflacionárias importadas. Um paralelo histórico é a invasão da Ucrânia em 2022, que viu o Brent subir mais de 30% em semanas e ações de defesa valorizarem-se. O próximo gatilho a monitorar são quaisquer ataques retaliatórios ou escaladas militares diretas, com o horizonte de médio prazo apontando para um ambiente de risco geopolítico elevado e persistente.
Nas próximas 24-72 horas, espera-se maior volatilidade no mercado, com uma busca imediata por ativos de defesa e energia. No médio prazo (1-4 semanas), o prêmio de risco geopolítico deve persistir, mantendo o dólar forte e pressionando mercados emergentes. Os principais gatilhos para uma mudança de cenário seriam ações retaliatórias específicas ou o envolvimento de novos atores no conflito.
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