A Crypto.com anunciou que encerrará sua conta em reais (BRL) a partir de 25 de outubro de 2026, removendo a principal via de compra de cripto para investidores brasileiros. Na mesma semana, a Lemon comunicou o fim de suas operações no Brasil, reduzindo ainda mais a oferta de plataformas locais. O fechamento elimina a conversão direta de reais para moedas digitais, comprimindo o fluxo de capital de varejo para Bitcoin e Ether. Como consequência, os preços desses ativos tendem a cair, assim como os ETFs brasileiros que replicam o desempenho do mercado cripto. Investidores podem migrar para exchanges internacionais que aceitam dólares, beneficiando players como Coinbase. No curto prazo, a pressão de liquidez pode gerar volatilidade descendente nos pares BTC/BRL e ETH/BRL. No médio prazo, a consolidação do mercado pode favorecer exchanges com presença global e reduzir a participação de fundos de cripto listados no Brasil.
Até 31 de outubro de 2026, BTC e ETH podem recuar 4‑6% em relação ao preço atual (BTC $77k, ETH $2.4k) se o volume de entrada em reais permanecer bloqueado; de 1 a 4 semanas após o encerramento, exchanges que aceitam dólares deverão captar parte desse volume, gerando alta de 2‑3% em suas ações.
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