Estou cauteloso com volumes no Brasil e México no 4º trimestre, diz diretor financeiro da Heineken

O diretor financeiro da Heineken, Harold van den Broek, disse que mantém cautela em relação ao desempenho dos volumes de cerveja no Brasil e no México no quarto trimestre. A empresa apontou sinais de recuperação no terceiro trimestre na comparação com o ano passado, embora a base de comparação seja baixa. Segundo o executivo, as condições climáticas seguem desfavoráveis ao consumo. O clima frio, sobretudo no Sudeste brasileiro, tem sido o grande desafio para a indústria de cerveja. Entre os pontos de atenção também estão a inflação e a macroeconomia. No caso do Brasil, o executivo destacou a forte volatilidade da moeda após o resultado da eleição. “Rafael o novo CEO, que é brasileiro esteve no Brasil há algumas semanas e ele basicamente disse que ainda há alguma tensão econômica no mercado do Brasil. Por isso, estou ainda um pouco conservador, talvez na projeção das Américas, porque eu acho que ainda não viramos a curva para um crescimento sustentável ainda”, disse. “Estou ainda cauteloso com os volumes no Brasil e no México no quarto trimestre. Espero estar errado pela cautela”, disse o diretor financeiro. Após trimestres de aperto em sua operação brasileira, a gigante de bebidas Heineken divulgou nesta quarta-feira que seus volumes no país voltaram a crescer no terceiro trimestre deste ano. O resultado, assim como a melhora no México, contribuiu para o avanço dos volumes nas Américas, que totalizaram 23,6 milhões de hectolitros, alta de 2,1% na comparação anual. No acumulado do ano, entretanto, a região apresentou queda de 1,6% no volume, para 69,3 milhões de hectolitros. A empresa disse que a região retomou o crescimento no trimestre, demonstrando uma melhora gradual mesmo diante de um mercado ainda fraco. A receita líquida das Américas avançou 3,1% no trimestre, para 2,763 bilhões de euros. “Não estamos ainda onde queremos estar nas Américas. Estamos encorajados com o progresso no terceiro trimestre. Vamos continuar a investir nessa parte da região para garantir um ano de 2027 saudável”, disse o executivo. Harold van den Broek apontou ainda o cenário de incerteza global, que levou o grupo a manter uma postura mais cautelosa nas suas projeções, que foi mantido. Heineken Ultimate Reprodução/site Heineken

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