A Chefe de Gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, comunicou que os próximos 60 dias 'apresentarão desafios', embora tenha classificado o acordo entre EUA e Irã como um 'grande passo à frente'. A declaração, veiculada pelo Middle East Eye, também destacou o G7 como um sucesso na promoção da agenda 'America First'. A percepção de um avanço nas relações EUA-Irã tende a reduzir o prêmio de risco geopolítico sobre o petróleo. Isso impacta diretamente os custos de insumos para companhias aéreas e beneficia as margens de refinarias, enquanto produtoras de petróleo podem ver suas receitas diminuírem. Observadores de mercado estarão atentos aos detalhes e à implementação do acordo para avaliar seu impacto sustentado. Um paralelo histórico é o acordo nuclear iraniano de 2015, que levou a uma queda nos preços do Brent. O próximo gatilho será a divulgação de detalhes adicionais ou a efetivação das medidas do acordo nos próximos dois meses, com o cenário de médio prazo dependendo da estabilidade geopolítica e da política de 'America First'.
Nas próximas 2-4 semanas, se o acordo EUA-Irã se concretizar em passos visíveis de de-escalada, o Brent ($78.36 hoje) pode testar a faixa de $70-75. Contudo, a menção de 'desafios' sugere que a volatilidade permanecerá elevada, com potencial para reversões rápidas se a implementação falhar ou novas tensões surgirem. O horizonte de 60 dias será crítico para observar a sustentabilidade do acordo.
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