Na manhã de 28 de outubro de 2026, o dólar da Nova Zelândia sofreu forte desvalorização, recuando 1,3% contra o dólar americano e o australiano, e mais de 1% frente à libra esterlina, iene e euro. O movimento seguiu a votação da Monetary Policy Committee do Reserve Bank of New Zealand, que decidiu, por maioria estreita de quatro a três, manter a taxa de juros em 2,75%. Economistas consultados pela Reuters tinham previsto quase certeza de elevação da taxa, com mais de 90% das apostas indicando um aumento de 0,25 ponto percentual. No 3º trimestre, a inflação anual registrou 3,7%, recuando de 4,1% no trimestre anterior e ficando abaixo das expectativas. O banco central, que tem meta de inflação entre 1% e 0,03 ponto percentual, já havia elevado a taxa duas vezes em 2026, citando o impacto da guerra entre EUA e Irã. Em comunicado, os formuladores apontaram pressões inflacionárias vindas de eventos globais e aumento de preços de combustíveis, destacando que a taxa de câmbio havia caído cerca de 0,03 ponto percentual desde início de setembro. Após a decisão, os rendimentos dos títulos do governo neozelandês recuaram, com o título de 10 anos perdendo 0,03 ponto percentual e o de 2 anos, 0,11 ponto percentual. Analistas da BBH e do Deutsche Bank descrevem a postura menos agressiva do RBNZ como defensiva para a moeda, embora reconheçam que novos dados nos próximos seis semanas podem mudar a orientação política.
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