O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou na quarta‑feira (4) que a Procuradoria‑Geral da República (PGR) tem 15 dias para se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e mais 14 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude bancária. O relatório da PF, apresentado no final de julho, aponta que, entre 17/07/2024 e 13/10/2025, o Master cedeu ao Banco de Brasília (BRB) o total de R$ 17,5 bilhões em ativos de crédito, e que pelo menos R$ 12,2 bilhões negociados entre janeiro e maio de 2025 não teriam sua existência comprovada. Fachin também ordenou que a PGR analise o pedido da PF de prorrogação da investigação por mais 90 dias e o pedido de soltura feito por Vorcaro. O relator do caso é o ministro André Mendonça, que já havia encaminhado as investigações à presidência do STF em setembro, mas não havia proferido decisões desde então. A PF também apontou a participação de outros investigados, como o ex‑presidente do BRB Paulo Henrique Costa, o ex‑sócio de Vorcaro Augusto Ferreira Lima, ex‑diretores do Master, o publicitário Thiago Miranda e o senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado na eleição presidencial, cujo financiamento de filme Dark Horse está sob suspeita. A investigação foi iniciada após o Intercept Brasil revelar que Flávio Bolsonaro teria pedido dinheiro a Vorcaro para financiar o filme, com indícios de que recursos poderiam ter sido usados para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A decisão da PGR, dentro dos 15 dias estipulados, e a resposta da PF sobre a prorrogação de 90 dias, definirão se a investigação continuará em curso ou será encerrada. A publicação de qualquer parecer judicial ou de decisão de mérito no prazo mencionado será o ponto crítico para avaliar a evolução do caso.
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