Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) apresentaram recuo na sessão, seguindo a queda nos preços do petróleo Brent e WTI, que registraram desvalorizações de -2.22% e -3.53% respectivamente. A queda nos preços do petróleo impacta diretamente a receita e a lucratividade das empresas de exploração e produção (E&P) e refino, ao reduzir o valor de venda de seus produtos. Essa dinâmica afeta diretamente a Petrobras e a PRIO, cuja performance está intrinsecamente ligada à commodity. A desvalorização destas grandes empresas de energia pode influenciar o Ibovespa, dado o peso significativo do setor no índice. Em contextos de volatilidade do petróleo, como o choque de 2014-2016, que viu o Brent cair de US$115 para menos de US$30, empresas do setor sofreram quedas acentuadas. A sustentabilidade dos preços do petróleo depende da dinâmica geopolítica, da demanda global impulsionada pela atividade econômica e das decisões de produção dos grandes players.
A sustentabilidade dos preços do petróleo será definida pelos próximos relatórios de oferta e demanda da OPEP+ e da Agência Internacional de Energia (AIE), que sairão nas próximas semanas, e pela evolução da atividade econômica global, especialmente na China e na Europa.
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