Standard Chartered: Bitcoin pode superar US$100 mil com ETFs

Geoff Kendrick, do Standard Chartered, questionou a projeção anterior de US$100 mil para o Bitcoin até o final do ano de 2026, sugerindo que o valor pode ser subestimado frente ao potencial de mercado. A nova perspectiva baseia-se na expectativa de uma forte recuperação nos fluxos de capital para os ETFs spot de Bitcoin a partir de 6 de outubro, impulsionando a demanda institucional. Este movimento de capital tende a valorizar o BTC, ETFs como IBIT e FBTC, e mineradoras como MARA e empresas com tesouraria em cripto como MSTR. Para o investidor brasileiro, a valorização do BTC se traduz em ganhos para ETFs locais como HASH11 e BITH11, além de impactar a percepção de risco para ativos digitais. A visão do Standard Chartered reflete uma crescente confiança institucional, o que pode incentivar outros grandes bancos e fundos a reavaliarem suas alocações em cripto. Em 2021, a aprovação do primeiro ETF de futuros de Bitcoin (BITO) gerou um rali inicial de 10-15% no BTC antes de uma correção, mostrando a sensibilidade do mercado a produtos de investimento tradicionais. O período a partir de 6 de outubro será crucial para observar a materialização dos fluxos de ETF, servindo como principal catalisador de curto prazo. No médio prazo, o cenário depende da persistência desses fluxos e da manutenção de um ambiente macroeconômico favorável, com potencial para testar o ATH de US$126 mil.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, se os fluxos de ETF se materializarem conforme previsto, o Bitcoin (atualmente em US$76,825) tem potencial para testar US$85 mil, com um alvo de US$100 mil antes do final do ano e US$126 mil em 2027. O principal gatilho será a divulgação dos dados de fluxo dos ETFs a partir de 6 de outubro e a postura do Fed na reunião de setembro, que pode influenciar o ambiente macro.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real