América Latina pode dobrar capacidade eólica onshore até 2035

A América Latina projeta uma duplicação da sua capacidade eólica onshore até 2035, com Brasil e México liderando o movimento para diversificar a matriz energética e reforçar a segurança. Em 2022, a região já contava com mais de 44.7 GW de capacidade eólica instalada. Este crescimento representa um direcionamento de capital para projetos de energia renovável, impulsionando a demanda por equipamentos, infraestrutura de transmissão e financiamento verde. Empresas brasileiras de energia eólica e transmissão, como Axia Energia, Auren e Taesa, são diretamente impactadas por essa tendência de investimento. Um relatório da Wood Mackenzie de julho de 2025 já previa uma expansão significativa, refletindo a expectativa do mercado. Um paralelo histórico pode ser traçado com a Energiewende alemã, que dobrou a capacidade eólica do país de 18 GW (2005) para 40 GW (2015), mas enfrentou desafios de custo e estabilidade da rede. O desfecho da projeção latino-americana dependerá da capacidade de atrair financiamento, da estabilidade regulatória e do avanço na infraestrutura de transmissão.

Análise

A capacidade dos países em atrair financiamento e a evolução da infraestrutura de transmissão. Acompanhar os anúncios de novos projetos eólicos e as licitações de energia na região, além dos relatórios trimestrais de empresas como Axia Energia e Auren, fornecerá insights sobre o progresso real da capacidade instalada e a superação dos desafios de rede.

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