A CryptoSlate reportou que uma ação judicial buscando a propriedade legal de endereços Bitcoin há muito tempo dormentes, avaliados em US$293 bilhões, avançou com a desistência de 44 réus que movimentaram fundos após o início do processo, embora o escopo do caso permaneça vasto, com 39.069 carteiras ainda em disputa. Essa disputa por uma fatia tão grande do Bitcoin total introduz um elemento de incerteza sobre a oferta futura, pois a potencial liberação ou controle desses fundos pode impactar o equilíbrio de mercado. O desdobramento do processo pode gerar volatilidade para ativos como BTC e ETFs de Bitcoin como IBIT, além de impactar empresas ligadas à mineração e exchanges. Para o investidor brasileiro, o impacto seria indireto, via a desvalorização global do Bitcoin em BRL, afetando portfólios expostos. Historicamente, movimentos de grandes volumes de BTC dormente, como os associados ao caso Mt. Gox, causaram pressão de venda no mercado. Os próximos gatilhos serão as decisões judiciais e qualquer movimentação observável dos fundos. No médio prazo, a resolução ou prolongamento da incerteza moldará a percepção de risco e o potencial de valorização do Bitcoin.
Nos próximos 3-6 meses, a evolução do processo judicial será o principal catalisador para o BTC. Qualquer sinal de que uma grande fatia dos US$293 bilhões em Bitcoins possa ser movimentada para venda pode desencadear uma correção de 10-20% no BTC ($64,346 hoje). Por outro lado, um desfecho que assegure a dormência dos fundos removeria um risco significativo e poderia permitir ao BTC consolidar acima de US$65.000.
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