Molly Beerman, CFO da Alcoa, declarou que o corte da tarifa de 50% para 25% no alumínio primário canadense não reduzirá de forma expressiva o Prêmio Midwest dos EUA. Este mecanismo indica que outros fatores de oferta e demanda doméstica, ou custos de logística, têm maior peso na formação do preço do que a diferença tarifária, sustentando o prêmio. Para o investidor brasileiro, o impacto é marginal, mas pode influenciar indiretamente empresas com exposição à demanda global por alumínio. Historicamente, em 2018, tarifas sobre aço e alumínio impactaram os preços domésticos, mas a elasticidade da demanda e a capacidade de substituição determinaram a magnitude do prêmio final. O próximo gatilho será a confirmação ou não do acordo tarifário entre EUA e Canadá, com atenção às declarações de autoridades comerciais. No médio prazo, a persistência de prêmios elevados nos EUA pode incentivar investimentos em capacidade doméstica ou em fontes alternativas de importação.
Nas próximas 2-4 semanas, a expectativa é de uma reação moderada no mercado de alumínio, com os preços spot e futuros refletindo a dissipação de parte do risco de queda.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real