O Brasil alcançou um superávit comercial de US$ 19,8 bilhões com a China entre janeiro e junho, um montante que corresponde a quase 50% do saldo comercial total do país. Este desempenho notável foi resultado do aumento significativo das compras de petróleo brasileiro pela China e da quadruplicação das vendas de veículos elétricos chineses para o mercado brasileiro. Economicamente, o fluxo robusto de exportações de commodities brasileiras, especialmente petróleo, impulsiona a receita das empresas do setor e a balança de pagamentos do Brasil. Ao mesmo tempo, a forte entrada de veículos elétricos chineses reflete a crescente demanda por tecnologia verde e a competitividade da China neste segmento. Para o investidor brasileiro, o superávit contribui para a estabilidade macroeconômica, fortalecendo o real (USDBRL) e podendo atrair capital estrangeiro. Historicamente, períodos de forte demanda chinesa por commodities brasileiras, como observado em 2020, resultaram em valorização do BRL e ganhos para o setor extrativo. Para o futuro, a sustentabilidade da demanda chinesa e a evolução da penetração de EVs no Brasil serão indicadores-chave. No médio prazo, a robustez da parceria comercial bilateral continuará a ser um fator determinante para a performance econômica do Brasil.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o Real brasileiro se beneficie do fluxo comercial, com o USDBRL testando a região de 5.00-5.02. As ações de empresas exportadoras de petróleo, como PETR4, devem manter o momentum de alta. O principal gatilho para uma aceleração ou desaceleração será a divulgação dos próximos dados de balança comercial e o ritmo da economia chinesa no terceiro trimestre.
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