O Tesouro Direto Prefixado registrou um recuo de 69 pontos-base na semana, com suas taxas de rendimento retornando a níveis abaixo da Selic. Essa movimentação é reflexo direto da queda do preço do petróleo WTI, que operou abaixo de US$70, e da desvalorização do dólar, ambos impulsionados pela expectativa de aumento da oferta global de petróleo após o acordo entre EUA e Irã. A queda do petróleo WTI (USO) e do dólar (USDBRL) reduz a pressão inflacionária, beneficiando ativos de renda fixa (prefixados) e impactando negativamente as petroleiras (PETR4, XOM). Para o investidor brasileiro, a queda das taxas prefixadas (como nos títulos do Tesouro Direto) e a valorização do BRL (frente ao USDBRL) sugerem um ambiente de juros futuros mais baixos, favorecendo ações domésticas e desfavorecendo exportadores. Em 2015, o acordo nuclear com o Irã também provocou queda do Brent de ~$55 para ~$45 em meses, gerando um recuo de ~100 bps nas taxas de juros de longo prazo nos mercados emergentes. O próximo gatilho a monitorar é a confirmação do volume de oferta de petróleo iraniano e a resposta da OPEP+, bem como os próximos dados de inflação (CPI, IPCA) globalmente. No médio prazo, um cenário de petróleo mais barato e dólar fraco pode sustentar a queda nas taxas de juros prefixadas, pavimentando o caminho para um ambiente mais favorável a ativos de risco, desde que a inflação permaneça controlada.
Nas próximas 2-4 semanas, se o WTI se mantiver abaixo de US$70 (atualmente US$70.37) e o BRL continuar se valorizando (atualmente R$5.1709), as taxas prefixadas do Tesouro Direto podem recuar mais 10-20 pontos-base, com a curva de juros precificando cortes adicionais na Selic até o final do ano.
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