Juros futuros têm queda firme após Copom e com possível ajuste fiscal no radar

Os juros futuros se ajustaram em forte queda na quinta‑feira (5), mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter interrompido a sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciados no dia anterior. Economistas e agentes de mercado interpretaram o tom menos conservador adotado pelo Copom como fator que reduziu os prêmios associados a possíveis elevações de juros na parte curta da curva a termo. Paralelamente, a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com membros da equipe econômica do governo e ex‑ministros da Fazenda discutiu um possível ajuste fiscal no Brasil. Embora nenhuma medida concreta tenha sido divulgada, a sinalização contribuiu para a queima de prêmios de risco na curva a termo. Com isso, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 recuou de 14,435% para 14,325%, a do DI de janeiro de 2029 caiu de 14,835% para 14,725%, a do DI de janeiro de 2031 diminuiu de 15,06% para 14,975% e a do DI de janeiro de 2037 recuou de 15,045% para 15,005%.

Análise

A definição do desfecho dependerá da publicação do próximo relatório de inflação (IPCA) previsto para 2026-12-15 e da ata da reunião do Copom de 2026-12-07, que esclarecerá a postura futura da política monetária e eventuais ajustes fiscais anunciados pelo governo.

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