Na última edição do estudo 2026 Procurement Key Issues da consultoria The Hackett Group, 43% das organizações pesquisadas já buscam ativamente implantar inteligência artificial em Compras, quase o dobro do registrado no ano anterior. O relatório indica que a tecnologia tornou-se uma das três principais prioridades da função, em um cenário de carga de trabalho cerca de 8% maior e equipes e orçamentos em queda. Carolina Cabral, CEO da Nimbi, explica que a mudança está mais na forma de iniciar o trabalho – passando de localizar a informação para formular a dúvida de negócio em linguagem natural – do que na tecnologia em si. A prática permite responder a perguntas operacionais como status de requisição, pedidos pendentes ou volume comprado de uma categoria sem necessidade de dominar relatórios ou ferramentas de BI. A Deloitte, na Global CPO Survey 2025, que ouviu mais de 250 líderes de Compras em 40 países, mostra que organizações mais maduras digitalmente obtêm retorno médio de 2,8 vezes sobre investimentos em IA generativa, contra 1,6 vezes das demais. O Gartner ressalta que a base de dados sólida, com qualidade, privacidade e gestão de riscos, é essencial para capturar ganhos reais. Cabral destaca a necessidade de governança clara, especialmente quando usuários podem fazer perguntas sobre preços, condições contratuais e dados de fornecedores. A transformação também altera as competências da área, exigindo saber formular perguntas e interpretar respostas. Na Nimbi, a IA conversacional integra a jornada de compras junto a sugestões inteligentes de fornecedores e automação de cotação, enfatizando a importância de dados conectados e permissões adequadas para respostas úteis.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real