Grynspan, da Costa Rica, amplia liderança na disputa pelo comando da ONU

Uma pesquisa informal junto ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira mostrou que a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan ampliou a liderança na corrida pela secretaria-geral das Nações Unidas, principal posto executivo da organização internacional. Quem vier a ser o escolhido, será o 10º a ocupar o posto. Leia também: Diplomata dos Emirados Árabes surge como possível nova candidata para comandar a ONU ‘Estamos prontos para trabalhar com vocês’, diz candidata à chefia da ONU aos EUA ONU se reúne pela 6ª vez para tentar escolher novo secretário-geral De acordo com fontes próximas ao processo, Grynspan recebeu 12 dos 15 votos do Conselho de Segurança, e apenas 3 contra, no que foi o seu melhor desempenho em oito rodadas de votação a portas fechadas, realizadas nos últimos meses, sobre quem substituirá o português António Guterres, que encerrará o seu segundo mandato de cinco anos no fim de 2026. Assegurar a recomendação do Conselho de Segurança exigirá votação formal, uma vez que houver forte indicação de que o nome é o que prevalecerá — ou seja, com ao menos nove votos a favor, sem “desencorajamento” de quaisquer dos cinco membros permanentes: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. A votação informal desta quinta-feira não deixou claro qual seria a preferência dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Seis dos sete levantamentos realizados nos últimos meses mostraram Grynspan à frente, por margem estreita. Em agosto, uma votação colocava no alto da lista a embaixadora Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana. Na quinta-feira, Rodrigues-Birkett recebeu oito votos a favor, ficando em terceiro lugar na preferência dos países votantes, atrás do argentino Rafael Grossi, diretor da Agência Nuclear de Energia Atômica (AIEA), com nove votos de “encorajamento”.

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