Os juros futuros operam em queda no início dos negócios, em um movimento que reflete a queima de prêmios da curva de juros americana após as eleições de meio de mandato (“midterms”) nos Estados Unidos. O alívio no mercado doméstico de juros, contudo, se mostra bastante tímido, no momento em que a desconfiança elevada com a condução futura da política econômica continua a gerar incerteza e impede uma retirada mais intensa de risco da curva a termo. Por volta de 9h20, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 passava de 14,63% no ajuste anterior para 14,59%; a do DI para janeiro de 2029 caía de 15,135% para 15,075%; a do contrato para janeiro de 2031 recuava de 15,43% para 15,38%; e a do DI para janeiro de 2037 cedia de 15,42% para 15,37%. No exterior, a taxa da T-note de dez anos operava em queda, ao passar de 4,974% para 4,937%. Vale notar que as taxas futuras já se afastaram das mínimas marcadas logo na abertura, o que reforça a sensação de desconforto dos participantes do mercado com as incertezas domésticas. A esse ambiente se soma, ainda, a ansiedade dos investidores pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com uma expectativa crescente de que a Selic seja mantida em 13,75%.
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