O Ministério da Rússia prevê uma queda de 6% na produção de aço em 2026, impactando a dinâmica de oferta global deste commodity. A projeção estende-se até 2029, com uma expectativa de declínio de 3,2% na produção de produtos laminados ferrosos, totalizando 54,9 milhões de toneladas métricas. Esta redução na oferta russa, um fornecedor relevante, pode levar a um aumento nos preços internacionais do aço, dada uma demanda global estável ou crescente. Empresas siderúrgicas brasileiras, como GGBR4 e USIM5, podem se beneficiar de um ambiente de preços mais altos e da potencial conquista de maior fatia de mercado. Contudo, indústrias que utilizam aço como insumo, como a automotiva e de construção, podem enfrentar elevação nos custos de produção. Historicamente, embargos ou reduções significativas de produção em grandes países produtores de commodities, como o carvão da China em 2021, resultaram em aumentos de preços e realocações de oferta global. Nos próximos trimestres, o monitoramento dos preços de referência globais do aço e dos balanços das siderúrgicas será crucial para avaliar o impacto total e as oportunidades de mercado.
Nos próximos 3-6 meses, o mercado de aço deve refletir a redução da oferta russa. Os preços do aço globalmente, já em torno de níveis elevados, podem testar resistências adicionais se a demanda asiática se mantiver firme. Siderúrgicas brasileiras como GGBR4 (R$70.79 atualmente) e USIM5 (R$70.79 atualmente) podem apresentar valorização de 5-10%, enquanto empresas consumidoras de aço, como CAT, podem enfrentar pressões em seus custos de produção.
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