O iShares J.P. Morgan Broad USD Emerging Markets Bond ETF (EMB) declarou uma distribuição mensal de US$0.2698 por cota, refletindo a geração de renda consistente de seu portfólio de títulos de dívida de mercados emergentes denominados em dólar. Essa distribuição sublinha a atratividade dos títulos de mercados emergentes, que oferecem yields superiores em comparação com a dívida de mercados desenvolvidos, atraindo capital em busca de carry trade e diversificação. A previsibilidade dessa renda beneficia diretamente o EMB e outros ETFs de dívida de mercados emergentes, como o EMLC, ao passo que pode impulsionar o sentimento em relação a ETFs de ações de mercados emergentes, como o EEM. Para o investidor brasileiro, o fluxo contínuo de distribuições do EMB pode oferecer proteção contra a desvalorização do BRL e uma fonte de renda em moeda forte. Em 2017, após um período de taxas baixas nos EUA, os títulos de mercados emergentes viram entradas significativas de capital, com o EMB subindo aproximadamente 10% no ano. Os próximos dados de inflação e decisões de política monetária dos bancos centrais de mercados emergentes, juntamente com o anúncio do payroll dos EUA em 4 de setembro, serão cruciais para a direção dos fluxos de capital. No médio prazo, a resiliência das economias emergentes e a busca global por rendimento devem sustentar a demanda por títulos como os do EMB, embora a força do dólar ($99.58) possa ser um fator limitante.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o EMB continue a atrair capital, impulsionado pela busca por yield e pela consistência de suas distribuições. O próximo payroll dos EUA em 4 de setembro será um gatilho chave; um resultado que sugira estabilidade ou flexibilização monetária poderá sustentar o fluxo de entradas. Se o DXY se mantiver abaixo de 100, o EMB poderá ter um desempenho positivo, com potencial de valorização do principal somado ao yield.
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