Os presidentes dos EUA e da China se reuniram duas vezes nos últimos cinco meses, mas não chegaram a um consenso para abrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio de petróleo. Após a reunião em Pequim, não houve sinal de acordo sobre como encerrar a guerra, e a visita de Xi a Washington não trouxe avanço nas negociações com o Irã, embora Xi tenha apoiado o retorno ao acordo interino EUA-Irã. Na semana passada, Trump rejeitou uma proposta de trégua apresentada por Teerã e afirmou que está avaliando retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato nos EUA. Essa postura aumenta a probabilidade de interrupções no fluxo de crúmen, pressionando os preços internacionais do petróleo para cima. O aumento do preço do barril eleva a receita das empresas de exploração e produção, ao mesmo tempo que eleva os custos de combustível para companhias aéreas e transportadoras, comprimindo suas margens. Setores de defesa podem se beneficiar com a perspectiva de novos orçamentos militares diante de um cenário de conflito. O desfecho dependerá da decisão dos EUA sobre retomar ataques e da resposta diplomática do Irã nas próximas semanas.
A decisão dos EUA sobre retomar bombardeios após as eleições de meio de mandato e a resposta diplomática do Irã nas próximas semanas, refletida nos preços do Brent e no volume de contratos de defesa.
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