O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu em almoço na quinta-feira (5) com economistas para discutir medidas de contenção da dívida pública e redução dos juros. Duas ausências notáveis foram as de Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí (PT) e cotado para o Ministério da Fazenda, e de André Lara Resende, que não teve agenda com Lula, conforme esclarecido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Fontes do entorno presidencial afirmam que Lula não escolheu o ministro da Fazenda nem formalizou convite, descartando antecipar a nomeação. A notícia de uma possível reunião com André Lara Resende, cujas ideias para juros são consideradas radicais, "acendeu o sinal amarelo no mercado" no início da semana, incomodando o próprio presidente. Paralelamente, Rafael Fonteles adotou discrição após superexposição na mídia, mas seu nome "segue no radar", conforme apurado pela coluna com fontes do governo e do mercado. Internamente, alas do PT e aliados veem sua possível renúncia ao governo do Piauí para assumir o ministério como um "estelionato eleitoral", podendo esvaziar a força do partido no estado, com uma liderança do PT comparando a situação ao "final infeliz" do ex-ministro Waldir Pires em 1989, que renunciou ao governo da Bahia e obteve 4,4% dos votos como candidato a vice-presidente.
A decisão final sobre o nome do Ministro da Fazenda é o principal fator a ser observado, pois ela sinalizará a direção da política econômica. A forma como o nome escolhido será recebido pelo mercado e a eventual sinalização de compromisso com o ajuste fiscal (mesmo que não "rigoroso") definirão a trajetória dos juros futuros e a possibilidade de recuo da Selic. Não há data específica para essa nomeação na notícia.
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