Em comunicado de 2 de outubro, os países do G7 estabeleceram um prazo de quatro meses para que seus membros liberem os 100 milhões de barris de petróleo que ainda restavam do compromisso assumido em março. A liberação desses estoques aumenta a oferta física de crúleo no mercado global, reduzindo a pressão de escassez que vinha sustentando os preços do Brent e do WTI. Para investidores brasileiros, a pressão descendente sobre o barril pode traduzir‑se em menores receitas previstas nas projeções de resultados das companhias de óleo, afetando o desempenho do IBOV e do real. O comunicado também solicita que a Agência Internacional de Energia (IEA) monitore a execução dos lançamentos, mas não registra reações imediatas dos mercados. Situação semelhante ocorreu após a liberação de reservas estratégicas em 2022, quando o Brent recuou cerca de 2 % nas duas semanas seguintes. Os próximos indicadores a observar são o relatório mensal de mercado de petróleo da IEA, previsto para meados de outubro, e os dados de liberação efetiva divulgados pelos governos do G7. O desfecho dependerá da magnitude real das entregas em relação ao consumo global; entregas completas intensificam a pressão de baixa, enquanto atrasos limitam o efeito nos preços.
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