A SpaceX, empresa de Elon Musk, enviou uma carta à Federal Communications Commission (FCC) em 28 de outubro, acusando operadoras estabelecidas, como T-Mobile, de se oporem a novas regras de espectro por uma "desejo equivocado de prejudicar um concorrente". A SpaceX argumenta que as regras atualizadas permitiriam o serviço direto ao celular para comunidades fronteiriças sem atendimento. Apesar de ainda serem parceiras, a T-Mobile removeu discretamente o nome Starlink de sua página principal de satélite em outubro, refletindo a tensão sobre a competição por clientes. O CEO da T-Mobile, Srini Gopalan, afirmou que a empresa vê o satélite como um "produto complementar", rejeitando o uso da tecnologia para reforçar seu negócio de internet fixa sem fio e descartando a ideia de uma MVNO para satélite ou SpaceX. A disputa centraliza-se em limites propostos para a potência do satélite, com a SpaceX instando a FCC a rejeitar recomendações que considera "tecnicamente infundadas" da T-Mobile e do Aerospace and Flight Test Radio Coordinating Council (AFTRCC), que alegam possível interferência em sistemas de rastreamento de voo. A SpaceX criticou o AFTRCC como uma organização de lobby para proteger empresas legadas. A FCC propôs em 29 de outubro adicionar 482 MHz de espectro para o serviço satélite-para-telefone, enquanto as operadoras pediram a remoção das bandas de 2.5 GHz e 3.45 GHz, ou 290 MHz. A T-Mobile alertou que os sinais de satélite poderiam comprometer até 96% da área de cobertura de uplink de uma torre celular e reduzir as velocidades de uplink em 88% a 99%. O CEO da Verizon, Dan Schulman, mencionou que a parceria entre as grandes operadoras "aumenta a concorrência para provedores de satélite", estimando o custo de competir com operadoras tradicionais entre US$ 300 bilhões e meio trilhão, levando de quatro a seis anos para ser construído, e cobrindo entre 65.000 e 80.000 sites de macro células. Os ativos TMUS, VZ, T, GETY e TSLA são mencionados no contexto da notícia.
A decisão da Federal Communications Commission (FCC) sobre as novas regras de espectro e os limites de potência para serviços de satélite-para-telefone definirá o desfecho desta disputa. A proposta da FCC de 29 de outubro de adicionar 482 MHz de espectro para o serviço satélite-para-telefone, e as contrapropostas das operadoras para remover bandas específicas, estão sob análise. O resultado dependerá de como a FCC ponderará as alegações de interferência de rede das operadoras legadas versus os argumentos da SpaceX sobre o benefício para comunidades subatendidas.
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