O deputado democrata Joaquin Castro, membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, afirmou que "perder uma eleição não é motivo para asilo", ao se referir à entrada do senador e ex-candidato Flávio Bolsonaro (PL) em solo americano. Castro declarou que o governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil, em violação à lei brasileira. Uma autoridade do governo dos Estados Unidos confirmou na tarde deste terça-feira (27) que a administração de Donald Trump irá acolher Flávio Bolsonaro e sua família no país, emitindo vistos e permitindo sua entrada. Flávio chegou aos EUA na terça depois de ter sido intimado a entregar seus passaportes comum e diplomático e proibido de deixar o país no domingo (25) devido a um processo em que é investigado por lavagem de dinheiro. Flávio perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agência Reuters informou que o senador está acompanhado da esposa e das duas filhas, e que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, mora nos EUA desde 2025. Ainda não há detalhes sobre como ocorreu a saída de Flávio e familiares do Brasil. Na próxima terça-feira, 3, ocorrem as eleições de meio de mandato nos EUA, e é praticamente dado como certo que os democratas conquistarão a maioria na Câmara e, talvez, até no Senado. Todos na capital Washington, democratas e republicanos, estão preparados para, no caso de um Congresso democrata, haver uma bateria de investigações sobre atuações da administração Trump.
A decisão do Congresso dos EUA de abrir ou não investigações sobre o papel do governo Trump na concessão de vistos a Flávio Bolsonaro, que deve ocorrer após as eleições de meio de mandato em 3 de outubro de 2026, definirá o desfecho do caso.
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