Reformas fiscais são mais duradouras, diz economista citado por Lara Resende em texto

Em um artigo publicado no Substack, o economista André Lara Resende apresenta a hipótese de que o Brasil possa realizar um ajuste fiscal por meio da redução gradual e constante da taxa de juros pelo Banco Central. O macroeconomista ortodoxo John H. Cochrane, citado no texto, reconhece que o argumento é economicamente sofisticado, mas prefere observar uma reforma fiscal, monetária e microeconômica coordenada, como já ocorreu em outras ocasiões. Cochrane observa que o déficit primário brasileiro está abaixo de 1 % do PIB, enquanto a dívida em relação ao PIB gira em torno de 80 %. Ele aponta que a taxa overnight (Selic) está em 13,75 % e o rendimento dos títulos do governo de 10 anos em 15,4 %. Se a inflação permanecer em 4,5 %, as taxas de juros reais ficariam em torno de 9 % a 11 %, gerando um custo de juros de cerca de 8 % do déficit do PIB. Cochrane conclui que a trajetória explosiva da dívida em relação ao PIB deve ser interrompida rapidamente e questiona se o Banco Central pode reduzir a meta de juros sem que a inflação suba novamente. O texto também discute a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN) que definiria metas fiscais e monetárias para um horizonte de quatro a cinco anos, e a proposta de que o Banco Central mantenha a taxa básica entre a meta de inflação e o crescimento nominal potencial.

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