A Empiricus divulgou a disponibilidade de produtos de renda fixa isentos de Imposto de Renda com retornos nominais de até IPCA+ 10,68% ao ano, posicionando-os como uma alternativa mais rentável em relação aos títulos públicos. O mecanismo econômico por trás de retornos tão elevados em ativos isentos de IR, como CRIs, CRAs, LCIs e LCAs, é a compensação por maior risco de crédito dos emissores ou menor liquidez no mercado secundário, enquanto a isenção fiscal eleva o retorno líquido para o investidor pessoa física. Para o investidor brasileiro, esses produtos competem diretamente com a renda fixa tradicional e podem influenciar o fluxo de capital para o Tesouro Nacional, impactando indiretamente a demanda por ativos atrelados à Selic e ao IPCA. A notícia não relata a reação de outros agentes do mercado. Historicamente, em períodos de taxas de juros elevadas e inflação incerta, como visto em 2015-2016, títulos de crédito privado com alto spread sobre a inflação surgem, refletindo a busca por prêmios de risco em cenários de crédito mais apertados. O gatilho a monitorar é a divulgação dos resultados dos emissores desses títulos e as condições de liquidez do mercado secundário. O que define o desfecho é a capacidade dos emissores de honrar seus compromissos e a comparação do retorno ajustado ao risco e à liquidez com as opções de títulos públicos de duration e indexação similares.
O que define o desfecho é a performance de crédito dos emissores dos títulos de renda fixa isentos de IR, a ser acompanhada pelos balanços e relatórios de rating. As condições de liquidez do mercado secundário também serão cruciais, com dados de volume de negociação.
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