Porto vê lucro cair 14% no 3º tri e corta projeções: 'calote' no cartão pesa

O Grupo Porto (PSSA3), conglomerado que atua nos segmentos de seguros, banco, saúde e serviços, anunciou lucro líquido recorrente de R$ 713 milhões no terceiro trimestre de 2026, 14% abaixo do resultado anualizado do mesmo período. O declínio foi atribuído à menor receita financeira, ao aumento das perdas de crédito no Porto Bank e à maior sinistralidade na Porto Saúde. Apesar da queda no lucro recorrente, a receita total do grupo avançou 10% ano a ano, alcançando R$ 11 bilhões entre julho e setembro. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 17,6%, recuando 5,4 pontos percentuais em relação ao trimestre de 2025. Considerando itens não recorrentes, o lucro líquido chegou a R$ 839 milhões, alta de 1% anual, impulsionado pelo reconhecimento de R$ 135,4 milhões em créditos tributários diferidos. A taxa efetiva de imposto de renda do trimestre foi de 6,7%, frente a 30,7% no ano anterior. A companhia revisou a projeção de taxa efetiva de imposto para 2026, de 23%‑27% para 17%‑21%, devido à reversão de impostos diferidos sobre a mais‑valia de uma aquisição. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido totalizou R$ 2,85 bilhões, alta de 12% sobre 2025; na base recorrente, o resultado foi de R$ 2,56 bilhões, praticamente estável (+0,7%). Em coletiva, o CFO Celso Damadi destacou que a receita da carteira de aplicações financeiras (excluindo previdência e ALM) foi de R$ 355 milhões, equivalente a 63% do CDI, e que o resultado financeiro consolidado caiu 19% para R$ 309 milhões. O CEO Paulo Kakinoff ressaltou que os efeitos de marcação a mercado não afetam o caixa e que a expectativa de inflação mais alta no 4º trimestre pode melhorar a receita financeira.

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