Um atacante conseguiu drenar aproximadamente US$9.3 milhões em Wrapped FLOW (WFLOW) de uma reserva de empréstimos da plataforma More Markets, conforme detalhado pela empresa de segurança Blockaid. O método do exploit envolveu o uso de um token de liquid staking da Ankr e o recurso E-mode para manipular o sistema e realizar empréstimos excessivos não garantidos. Este tipo de ataque explora a interconexão e a alavancagem dentro do ecossistema DeFi, onde a falha em um componente pode ter efeitos em cascata em outros protocolos. Como consequência direta, os tokens WFLOW e ANKR podem enfrentar pressão de venda, enquanto outros protocolos de empréstimo e de liquid staking, como MKR e LDO, podem ver uma reavaliação de seus perfis de risco. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, mas pode se manifestar através de uma aversão global ao risco cripto, pressionando o valor do Bitcoin (BTC) e, consequentemente, afetando o sentimento em relação a ativos de maior risco. Historicamente, o hack da Ronin Network em 2022, que resultou na perda de mais de US$600 milhões, demonstrou o potencial de grandes perdas e a subsequente intensificação do escrutínio regulatório. O próximo gatilho será a resposta da equipe More Markets e da Ankr, bem como as auditorias de segurança futuras e a capacidade de recuperação de fundos. A médio prazo, este evento reforça a necessidade de maior segurança e regulamentação no espaço DeFi, moldando a trajetória de adoção institucional e a evolução dos modelos de risco.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que WFLOW e ANKR continuem sob pressão de venda, enquanto o mercado DeFi passará por uma reavaliação de risco. Gatilhos de recuperação seriam anúncios sobre a recuperação de fundos ou implementação de medidas de segurança aprimoradas. Se não houver progresso, o sentimento negativo pode persistir, com Bitcoin (BTC) lateralizando ou buscando suporte próximo a $75.000, e ETH testando $2.300.
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