Margens de lucro das empresas chinesas estabilizaram em cerca de 4,5% no primeiro semestre de 2026, bem abaixo dos quase 9% das companhias globais, segundo pesquisa Natixis. O abismo reflete fraqueza da demanda interna e custos de energia ainda elevados, mas a mesma pesquisa aponta que a abundante capacidade elétrica da China a posiciona como grande beneficiária da explosão global de inteligência artificial. Para investidores brasileiros, a divergência sugere reduzir exposição a equities chinesas e redirecionar parte do capital para empresas de semicondutores listadas nos EUA, que tendem a superar a média do Ibovespa. O próximo gatilho será a divulgação, ainda em setembro, dos números de consumo de energia dos data centers chineses; um salto acima das projeções pode acelerar ainda mais o rally dos chips. No médio prazo, se a capacidade elétrica continuar a expandir e a margem chinesa não melhorar, espera‑se que os chips mantenham tendência de alta, enquanto as equities chinesas permanecem sob pressão.
Nos próximos 4‑6 semanas, se o consumo de energia dos data centers chineses superar as projeções, NVDA, AMD e TSM devem registrar ganhos; caso contrário, BABA e JD podem manter pressão descendente.
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