Futuros de grãos registraram queda após os Estados Unidos e a China detalharem planos para reduzir tarifas sobre uma série de produtos agrícolas. A medida segue a cúpula entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping, mas os operadores aguardam sinais concretos de novas compras para impulsionar os preços. A redução de tarifas visa facilitar o fluxo comercial, mas a ausência de compromissos imediatos de volume de compra por parte da China gera incerteza sobre a demanda efetiva, levando à realização de lucros ou ajuste de posições no mercado de commodities. Similarmente, em 2019, durante as tensões comerciais EUA-China, acordos preliminares levaram a quedas iniciais nos preços de grãos, com a recuperação ocorrendo apenas meses depois, quando os volumes de compra chineses foram confirmados. Os próximos relatórios de compra e venda de commodities agrícolas da China, bem como qualquer pronunciamento oficial sobre acordos comerciais específicos, serão cruciais nos próximos 2 a 4 semanas. No médio prazo, a efetivação das compras chinesas pode reverter a tendência de queda, mas a volatilidade persistirá até que haja clareza sobre o volume e a regularidade do comércio agrícola entre as duas maiores economias.
O principal gatilho para uma reversão seria a divulgação de dados oficiais que confirmem grandes volumes de importação de produtos agrícolas pela China. Caso contrário, a tendência de queda pode se aprofundar, impactando negativamente as empresas agrícolas globais e brasileiras.
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