O ouro opera acima de US$ 4.500, sustentado por um dólar fraco e pelas recompras do Tesouro dos EUA, conforme dados recentes. Um dólar enfraquecido torna o metal precioso mais acessível para investidores que detêm outras moedas, elevando a demanda, enquanto as recompras do Tesouro injetam liquidez no sistema financeiro, reduzindo o custo de oportunidade de deter ativos sem rendimento. Esta dinâmica beneficia ETFs de ouro como GLD e IAU, além de mineradoras como NEM e GOLD, enquanto pressiona o DXY e ETFs atrelados ao dólar como UUP. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do dólar pode impactar o USDBRL, mas a força do ouro internacionalmente se reflete no GOLD11. Em 2009-2011, após a crise, o QE do Fed e o dólar fraco levaram o ouro a uma alta de aproximadamente 70%. A próxima decisão do FOMC em setembro será um gatilho crucial para a direção do dólar e, por extensão, do ouro no médio prazo (3-6 meses).
O ouro (cotado a $4589.30 hoje) deve manter-se acima de US$ 4.500 nas próximas 4-8 semanas, com potencial para testar US$ 4.650-4.700. Um gatilho de aceleração seria uma sinalização mais dovish do Fed na reunião de setembro ou dados de inflação que justifiquem mais injeção de liquidez. O cenário de médio prazo (>3 meses) para o ouro é de estabilidade ou leve alta, desde que o dólar não se fortaleça significativamente, com um teto de US$ 4.700 se as condições atuais persistirem.
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