O Departamento de Justiça dos EUA anunciou na quarta-feira (21) a condenação de Leonardo de Jesus Zuluaga Duque (63), também conhecido como Rey, por participar de um esquema internacional de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas usando criptomoedas. A denúncia afirma que o suspeito atuava com outras pessoas para recolher os lucros de atividades ilícitas, incluindo tráfico, que eram convertidos na stablecoin USDT. No total, o grupo teria lavado milhões de dólares. Ao fim, o dinheiro era convertido em pesos colombianos e Duque realizava a distribuição entre seus comparsas. Colombiano estava trabalhando com membro da família Cartier, que já havia sido condenado Leonardo Duque, o Rey, foi acusado com outros cinco réus por envolvimento neste esquema de lavagem de dinheiro, todos eles já condenados. Um deles era Maximilien de Hoop Cartier, condenado em abril a 8 anos de prisão. Explicando o papel de Duque no esquema, as autoridades afirmam que o colombiano trabalhava como corretor de criptomoedas, exercendo uma função de supervisão em uma rede internacional responsável por lavar milhões de dólares em USDT. Jamie McDonald, procurador dos EUA, nota que esse tipo de conduta reduz a confiança no sistema financeiro e coloca vidas em risco. “Graças à dedicação de nossos parceiros das forças de segurança e dos promotores de carreira deste órgão, os réus foram responsabilizados por sua conduta criminosa descarada. O réu e seus cúmplices operavam um sofisticado esquema internacional que utilizava criptomoedas, uma rede de empresas de fachada nos EUA e na Colômbia e numerosas contas de criptomoedas para explorar o sistema financeiro americano e lavar os lucros de centenas de milhões de dólares provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas.” Como exemplo, o Departamento de Justiça nota que, entre maio e novembro de 2023, Duque e outras pessoas lavaram cerca de US$ 14,5 milhões, provenientes do tráfico, em criptomoedas. Em outro trecho, as autoridades também dão detalhes sobre a própria movimentação da droga, incluindo a organização de uma compra de 100 quilos de pasta-base de cocaína. Na data, de fevereiro de 2024, a polícia colombiana executou dois mandados de busca, apreendendo cerca de 111 quilos do produto com Alexander Areiza Ceballos e Adrian Areiza Ceballos. Por fim, Duque foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão (160 meses), bem como a cinco anos de liberdade supervisionada e obrigado a pagar US$ 14,7 milhões em confisco de bens. “Também foi determinado o confisco dos tokens de criptomoedas que estavam anteriormente armazenados em quatro endereços de criptomoedas sob seu controle.” Como comparação, Cartier foi condenado a 96 meses, Alexander a 66 meses e Adrian a 36 meses. Outros dois membros do grupo, Erica Milena Lopez Ortiz e Felipe Estrada Echeverry, foram condenados a 60 e 40 meses, respectivamente. Fonte: Colombiano é condenado a 13 anos de prisão nos EUA por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas com criptomoedas Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real