O Plex, um serviço de streaming de mídia amplamente utilizado, foi alvo de hackers que exploraram uma falha em suas versões mais antigas para atividades ilícitas. A vulnerabilidade permitia que os invasores utilizassem os computadores das vítimas para minerar a criptomoeda Monero. Além disso, os hackers instalavam um proxy que possibilitava o aluguel do endereço de IP da vítima para outros criminosos. Embora o Plex tenha corrigido a falha em setembro, a divulgação pública do código de exploração por pesquisadores independentes ocorreu apenas na última semana, gerando um aumento no risco de ataques. Nick Percoco, diretor de segurança da Kraken, alertou em um tuíte no domingo (18) sobre a exploração em andamento, recomendando a atualização para a versão 1.43.3.10861 ou mais recente. Ele destacou a persistência da ameaça, com o 'payload' se instalando na pasta de codecs do aplicativo e sendo reexecutado a cada transcodificação. O pesquisador Zach Main (ZM), que descobriu a vulnerabilidade, afirmou no X (antigo Twitter) que o Plex pagou US$ 500 pela descoberta. Ele relatou a falha em 27 de julho e recebeu a recompensa em 4 de agosto, com a correção sendo lançada em 23 de setembro. ZM também mencionou o uso intensivo de ferramentas de inteligência artificial (LLMs) para identificar a vulnerabilidade.
Relatórios futuros de pesquisadores de segurança sobre a escala da exploração e a persistência da mineração de Monero, bem como a resposta do Plex, definirão o impacto a longo prazo.
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