A B3 acionou o circuit breaker na segunda-feira, 26 de outubro, após o Ibovespa indicar uma desvalorização teórica superior a 20% no leilão de abertura. Diante da intensidade do movimento, a Bolsa decidiu antecipar a primeira interrupção e esclareceu que um novo acionamento ocorreria apenas se o Ibovespa atingisse 20% de queda em relação ao fechamento de sexta-feira (23). O índice chegou a recuar 17,34%, aos 169.516,43 pontos, mas encerrou o dia com queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, com volume financeiro de R$ 76,9 bilhões. A forte volatilidade ocorreu na primeira sessão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25), o que levou a um movimento de reprecificação de ativos. O dólar (DOL) também registrou forte valorização de 8,25%, encerrando o dia cotado a R$ 5,403. Adicionalmente, a B3 anunciou mudanças excepcionais nos limites de negociação dos contratos futuros de Ibovespa (IND), minicontratos (WIN), dólar (DOL) e minidólar (WDO). Para os futuros de índice, o limite inferior de oscilação diária passou de 15% para 20% negativos, e para os futuros de dólar, o limite superior foi ampliado de 8,4% para 12%.
A decisão de manter o circuit breaker ativo e de ampliar os limites de negociação futuros depende da evolução do Ibovespa em relação ao fechamento de sexta-feira. O desfecho será determinado pela reação do mercado ao comportamento do índice nas próximas horas de negociação.
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