O Bitcoin (BTC) caiu para uma mínima intradiária de US$75.064,82 em 16 de setembro, mas recuperou e se estabeleceu acima de US$76.000 após a coletiva de imprensa do Presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre a alta de juros. Em contraste, o S&P 500 cedeu cerca de 0,7%, o Dow Jones caiu 1,2% e o rendimento do Treasury de 2 anos subiu para 4,734% no mesmo período, evidenciando a resiliência do BTC. A alta de juros do Federal Reserve eleva o custo de capital e a atratividade da renda fixa, direcionando fluxos para ativos menos arriscados e descontando valuations de ativos de crescimento. Para o investidor brasileiro, o cenário de juros altos globais tende a fortalecer o dólar (DXY), exercendo pressão sobre o BRL e o Ibovespa (IBOV), que já opera lateralizado. Em 2018, após uma série de altas de juros do Fed, o Bitcoin teve uma queda de cerca de 70% do seu topo histórico ao longo do ano, embora o contexto atual mostre maior resiliência inicial. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de dados de inflação (CPI) e emprego (NFP) nos EUA, que podem influenciar a futura trajetória da política monetária do Fed. No médio prazo, a capacidade do Bitcoin de sustentar o patamar de US$76.000 dependerá da evolução dos 'sinais de demanda' e do apetite global por risco em um ambiente de juros elevados.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin deverá testar a sustentabilidade do patamar de US$76.000 (atualmente em US$76,638). O principal gatilho para a direção será a confirmação ou reversão dos 'sinais de demanda' mencionados na notícia, juntamente com os dados de inflação (CPI) e emprego (NFP) nos EUA. Se o BTC se mantiver acima de US$75.000, pode haver uma estabilização; uma quebra abaixo desse nível indicaria uma intensificação da pressão vendedora.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real