Traders de mercados emergentes estão progressivamente abandonando o dólar americano como moeda de financiamento para suas apostas de carry trade, optando por moedas como o euro e o dólar australiano. Essa transição é impulsionada pela recente força do dólar, que eleva o custo de carregamento e o risco de financiamento em USD. Consequentemente, espera-se maior demanda por EUR e AUD no mercado de câmbio, enquanto a pressão de compra sobre o USD para fins de carry trade diminui. Para o investidor brasileiro, o real pode experimentar volatilidade adicional, dependendo da alocação de risco dos fundos globais. Um paralelo histórico relevante é o período pós-Taper Tantrum de 2013-2014, quando a valorização do USD levou a ajustes significativos nos fluxos de capital para EMs. O próximo gatilho a monitorar são as declarações de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Reserve Bank of Australia (RBA), que podem influenciar a atratividade do EUR e AUD como moedas de financiamento. No médio prazo, a sustentabilidade do carry trade em EMs dependerá da estabilidade das taxas de juros e da percepção de risco global.
Nas próximas 4-6 semanas, a dinâmica de financiamento de carry trade deve continuar a ser monitorada de perto. O EUR e o AUD podem ver maior demanda de compra como funding currencies, mas sua sustentabilidade dependerá da política monetária do BCE e do RBA. A performance dos mercados emergentes, como o Brasil (EWZ), estará atrelada à capacidade de manter diferenciais de juros atrativos sem excessiva volatilidade cambial.
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