Alimentação e bebidas lideram pressão no IPCA-15 de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,32% em outubro, após alta de 0,70% em setembro, informou nesta sexta-feira (23) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os nove grupos pesquisados, oito registraram alta no mês. A principal pressão partiu de Alimentação e Bebidas, com variação de 0,88% e impacto de 0,19 ponto porcentual no índice. Dentro do grupo, a alimentação no domicílio acelerou de 0,38% em setembro para 1,01% em outubro. O movimento foi puxado pelas altas do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). Na direção contrária, houve recuo nos preços da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%). A alimentação fora do domicílio também ganhou ritmo, ao passar de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. O avanço refletiu as altas da refeição, que saiu de 0,38% para 0,61%, e do lanche, de 0,44% para 0,66%. Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! No grupo Transportes, a variação foi de 0,05%, com influência dos combustíveis. O conjunto saiu de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel subiu 3,70%, o etanol avançou 2,73% e a gasolina teve alta de 0,92%, enquanto o gás veicular recuou 0,18%. O principal impacto negativo do grupo veio das passagens aéreas, com queda de 9,24% e contribuição de -0,08 ponto porcentual. Habitação passou de 2,07% em setembro para -0,10% em outubro. A principal contribuição para esse resultado veio da energia elétrica residencial, que saiu de 7,42% para -0,89%, com a mudança da bandeira tarifária amarela para a verde. Também registraram alta o gás de botijão (1,28%) e o aluguel residencial (0,28%). Regionalmente, dez das onze áreas pesquisadas tiveram alta em outubro. Belém registrou a maior variação, de 0,76%, influenciada pelas altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). Curitiba teve o menor resultado, com -0,27%, pressionado pela queda das passagens aéreas (-11,58%) e da taxa de água e esgoto (-8,05%). Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE coletou os preços entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026 e comparou os resultados com os vigentes de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026. Em outubro, o avanço da alimentação respondeu pela principal pressão sobre a prévia da inflação, enquanto a energia elétrica residencial atuou no sentido oposto. Fonte: Estadão Conteúdo O post Alimentação e bebidas lideram pressão no IPCA-15 de outubro apareceu primeiro em Canal Rural.

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