Taxas do Tesouro Direto recuam seguindo exterior após “midterms” e antes do Copom

As taxas dos títulos do Tesouro Direto abriram em queda em todos os vencimentos nesta quarta-feira (4), dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre a Selic. O Tesouro IPCA+ 2032 teve o maior recuo, de 11 pontos-base, e voltou para baixo de 8%, ao passar de IPCA + 8,04% no fechamento de terça-feira (3) para IPCA + 7,93%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu 9 pontos-base, para IPCA + 7,82%. Entre os prefixados, as quedas foram de 6 a 7 pontos-base, e todas as taxas seguem acima de 15% ao ano. O Prefixado 2032 recuou de 15,61% para 15,54%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037, de 15,48% para 15,42%. O Prefixado 2029 passou de 15,19% para 15,13%. O movimento devolve parte da alta de terça, quando os prefixados subiram até 26 pontos-base na volta do feriado de Finados. Nos títulos atrelados à inflação de prazo mais longo, o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 caiu 7 pontos-base, para IPCA + 7,49%. O IPCA+ 2050 teve o menor recuo, de 1 ponto-base, para IPCA + 7,40%. O Copom anuncia no começo da noite a primeira decisão sobre a Selic desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A taxa está em 13,75% ao ano. Antes do segundo turno, a maior parte do mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual. Agora, segundo levantamento da Reuters, mais de 80% dos economistas consultados projetam manutenção. Na última semana, o real se desvalorizou, os juros futuros subiram e as expectativas de inflação pioraram. No Boletim Focus de terça, a projeção para o IPCA de 2027 subiu para 4,76%, acima do teto da meta. “A piora das projeções de inflação, a alta dos juros futuros e a depreciação do real reduziram o espaço para o Copom avançar com cortes adicionais sem aumentar a percepção de risco fiscal e de credibilidade da política monetária”, afirma Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil. Para Marianna Costa, economista da Mirae Asset, “a decisão e o comunicado serão importantes para avaliar como o Banco Central incorpora a piora do balanço de riscos e se mantém aberta a possibilidade de retomada dos cortes adiante”. No exterior, os democratas conquistaram o controle da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em um revés para o presidente Donald Trump. O dólar recuava frente às principais moedas, e o rendimento do Treasury de 10 anos caía para cerca de 4,93%. O mercado avalia a possibilidade de impasse nas negociações orçamentárias entre o Congresso e a Casa Branca, o que poderia complicar o quadro fiscal americano. “Nenhum candidato apresentou uma plataforma baseada na responsabilidade fiscal”, afirma Alex Morris, fundador da F/m Investments. As apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em dezembro recuaram para cerca de 77%, ante 84% uma semana antes. No Brasil, o dólar futuro caía 0,57% por volta das 9h, a R$ 5,487, depois de o dólar à vista fechar a terça no maior patamar do ano. Veja as taxas do Tesouro Direto na abertura desta terça-feira (4): TítuloRendimento AnualVencimentoTesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036Tesouro Selic 2031SELIC + 0,1062%01/03/2031Tesouro Prefixado 202915,13%01/01/2029Tesouro Prefixado 203215,54%01/01/2032Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203715,42%01/01/2037Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,93%15/08/2032Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,82%15/05/2037Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,61%15/08/2040Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,54%15/05/2045Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,40%15/08/2050Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,49%15/08/2060 The post Taxas do Tesouro Direto recuam seguindo exterior após “midterms” e antes do Copom appeared first on InfoMoney.

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