O Financial Times reporta que o Paquistão enfrenta uma difícil escolha sobre seu envolvimento na guerra da Arábia Saudita no Iêmen, devido a pactos de defesa e uma significativa dependência financeira de Riad. Essa dependência implica que Islamabad pode ser compelido a aumentar seu apoio militar ou diplomático, gerando potenciais custos econômicos como o aumento de gastos com defesa e afetando a percepção de risco sobre o país. Uma intensificação do conflito poderia levar a um aumento nos preços do petróleo, impactando os custos de produção e transporte no Brasil e, consequentemente, a inflação e a taxa de câmbio. A invasão do Kuwait em 1990, por exemplo, resultou em um choque de preços do petróleo, com o Brent subindo mais de 100% em poucos meses. O próximo gatilho para o mercado serão as declarações ou ações do governo paquistanês ou saudita. O desfecho dependerá da extensão do envolvimento do Paquistão, dos custos associados e da duração e intensidade do conflito no Iêmen.
As próximas declarações de Islamabad e Riad sobre a extensão do apoio militar ou financeiro do Paquistão ao esforço de guerra saudita no Iêmen, bem como a evolução dos combates na região, definirão o desfecho. Qualquer escalada pode ser observada através de movimentos nos preços do petróleo, que refletem a percepção de risco na oferta global.
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