A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a jornada de trabalho 6x1 está programada para a quinta e última sessão de discussão no Plenário do Senado nesta quarta-feira (14 de outubro de 2026), antes da votação em primeiro turno. A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo, protocolou o requerimento de calendário para a votação. A aprovação da PEC implica na alteração da legislação trabalhista, elevando os custos operacionais para empresas que atualmente utilizam o modelo 6x1, devido à necessidade de contratação de mais funcionários, pagamento de horas extras ou reestruturação de escalas. O impacto se traduz no aumento da folha de pagamento, que pode ser repassado aos preços ao consumidor, contribuindo para pressões inflacionárias no país. Um paralelo pode ser traçado com a regulamentação do trabalho doméstico em 2013, que resultou em aumento de custos para empregadores e formalização de relações, mas também em ajustes setoriais. O principal gatilho a monitorar é a votação da PEC no Senado, prevista para 14 de outubro, 14 de outubro de 2026, e, posteriormente, a tramitação em segundo turno e na Câmara dos Deputados. O desfecho dependerá da aprovação final da PEC, da amplitude das novas regras (se haverá período de transição ou exceções setoriais) e da capacidade das empresas de absorver ou repassar os custos adicionais.
A votação da PEC no Senado, prevista para 14 de outubro de 2026, é o próximo marco crucial. A subsequente tramitação na Câmara dos Deputados e a forma como o texto final será aprovado definirão o cronograma de implementação e a magnitude do impacto nos custos das empresas e, consequentemente, nos preços ao consumidor.
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