Citigroup adia previsão de corte de juros do Fed para 2027

O Citigroup revisou sua projeção para o início dos cortes de juros do Federal Reserve, adiando a expectativa para 2027, após a divulgação de um forte relatório de empregos nos EUA. Um mercado de trabalho aquecido sugere que a inflação pode persistir, reduzindo a urgência do Fed em flexibilizar a política monetária e mantendo as taxas elevadas, o que aumenta o custo de capital para empresas e o prêmio de risco para ativos de crescimento. A manutenção de juros altos por mais tempo tende a favorecer bancos como JPM e impacta negativamente o Bitcoin (BTC) e o setor imobiliário, representado por REITs como SPG. No Brasil, a postura mais hawkish do Fed pode pressionar o câmbio USDBRL para cima e limitar o espaço para cortes agressivos na Selic, afetando negativamente empresas endividadas como MGLU3. Historicamente, em ciclos de alta de juros como o de 2004-2006, o S&P 500 teve um retorno médio anualizado de 5% enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subiu de 4% para 5,2%, demonstrando a resiliência de alguns setores e a pressão em outros. Os próximos dados de inflação (CPI) e a decisão do FOMC (16 de setembro de 2026) serão cruciais para redefinir as expectativas de mercado e a trajetória das taxas. No médio prazo, o cenário aponta para uma normalização econômica mais lenta, com potencial de desaceleração gradual do crescimento e maior seletividade nos mercados de ações, privilegiando empresas com forte geração de caixa e baixo endividamento.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, o mercado deve precificar a manutenção de juros altos, com o DXY podendo testar a resistência de 100-101 e o Bitcoin ($77k hoje) enfrentando pressão para negociar abaixo de $75k. Os gatilhos para uma mudança de cenário incluem a divulgação do CPI e a decisão do FOMC em 16 de setembro de 2026.

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