Produtoras chinesas de terras raras registraram ou anteciparam lucros substanciais no primeiro semestre de 2026, demonstrando a força do setor mesmo em um ambiente geopolítico complexo. A utilização desses minerais críticos pela China como alavanca em suas relações com o Japão e os EUA, somada a investimentos americanos para diversificar a cadeia de suprimentos, elevou os preços dos produtos. Este movimento beneficia diretamente mineradoras de terras raras fora da China e ETFs do setor, que capitalizam a demanda por fontes alternativas. A Casa Branca, por meio de Donald Trump, anunciou mais de US$2 bilhões em investimentos em mineração doméstica para reduzir a dependência chinesa. O embargo de terras raras da China ao Japão em 2010 serviu como um paralelo histórico, impulsionando a busca global por diversificação. No curto prazo, o mercado deve monitorar futuras declarações políticas e anúncios de investimentos ocidentais em mineração crítica. No médio prazo, o cenário aponta para uma fragmentação gradual da cadeia de suprimentos de terras raras, com a China mantendo dominância, mas com crescimento de players alternativos.
Nas próximas 4-8 semanas, os ativos de mineradoras de terras raras fora da China, como MP (atualmente ~$40) e LYC.AX, devem apresentar valorização entre 5-10% impulsionados pelo fluxo de capital e pela retórica política. O principal gatilho de aceleração seria um novo anúncio de investimento ou sanção comercial envolvendo terras raras, potencialmente elevando MP para a faixa de $42-44.
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