Os resgates líquidos em fundos de crédito privado e de infraestrutura aceleraram em outubro, conforme levantamento da área de pesquisa do BTG Pactual. Nos fundos de crédito tradicional, as saídas totalizaram R$ 15 bilhões até 26 de outubro, frente a R$ 9 bilhões em setembro, representando 0,7% do patrimônio da amostra, acima dos 0,5% do mês anterior. Nos fundos de infraestrutura, os resgates chegaram a R$ 6 bilhões, o dobro dos R$ 3 bilhões de setembro, equivalendo a 2% do patrimônio, contra 0,9% em setembro. No acumulado do ano, os fundos de crédito tradicional acumulam R$ 110 bilhões em resgates (5,3% do patrimônio) e os de infraestrutura R$ 15 bilhões (5,2%). O movimento ocorreu após forte alta dos prêmios de risco das debêntures incentivadas, que em 19 de outubro apresentaram diferença de 1,06 ponto percentual em relação aos títulos públicos indexados à inflação – o maior nível desde dezembro de 2023. Entre 19 e 28 de outubro, a diferença recuou 0,29 ponto percentual, para 0,77 ponto percentual, refletindo maior atratividade dos papéis e retomada das compras. A volatilidade também afetou a rentabilidade: fundos com proteção contra oscilações registraram perdas até meados de outubro, mas voltaram a ganhar; fundos sem proteção sofreram perdas em outubro devido à alta dos juros dos títulos públicos indexados à inflação após o segundo turno da eleição presidencial. O BTG estima que os resgates devam continuar nas próximas semanas.
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