Cosan (CSAN3): UBS-BB vê desconto de até 45% para holding e eleva recomendação

O banco UBS-BB alterou sua recomendação para as ações da Cosan (CSAN3) de neutra para compra, após os papéis registrarem uma correção de aproximadamente 40% em um mês na bolsa. Segundo o banco, o mercado teria penalizado exageradamente a companhia, que negocia com um desconto de 35% a 45% em relação ao valor de seus ativos. Na manhã de quinta-feira (5), as ações da Cosan disparavam 8,79%, figurando entre os destaques de alta do Ibovespa. Os analistas Matheus Enfeldt, Tasso Vasconcellos e Alberto Valerio estabeleceram um preço-alvo de R$ 4,70 para CSAN3, fundamentado na cotação considerada descontada. O relatório também aponta oportunidades nas subsidiárias da Cosan. A Compass (PASS3) é vista como beneficiária da expansão do mercado livre de gás natural, com projeção de crescimento anual composto (CAGR) de 35% para o EBITDA de sua unidade Edge até 2030. A Rumo (RAIL3) é considerada uma aposta de longo prazo devido ao seu papel na infraestrutura de exportação do agronegócio brasileiro, com a disciplina de capital ainda não reconhecida pelo mercado. O UBS-BB sugere um desconto de 20% a 30% para a Cosan em sua estrutura atual, ou 10% a 20% se a holding avançar em direção à dissolução, um objetivo mencionado pela administração para os próximos três a cinco anos. Apesar de não considerar a dissolução como cenário-base no curto prazo, o banco vê desinvestimentos como catalisadores positivos e não identifica riscos de liquidez imediatos, apesar da pressão dos juros na geração de caixa. O UBS-BB mantém recomendação de compra para Rumo, com preço-alvo de R$ 22, e Compass (PASS3), com preço-alvo de R$ 38. Para a Raízen (RAIZ4), a recomendação é de venda, com preço-alvo de R$ 0,16.

Análise

O desfecho da reavaliação da Cosan e suas subsidiárias dependerá da aceitação pelo mercado da tese do UBS-BB sobre o desconto dos ativos e do reconhecimento da disciplina de capital da Rumo. Os próximos resultados trimestrais da Cosan, previstos para 13/11, e da Rumo, em 12/11, serão cruciais para confirmar as projeções de crescimento e lucratividade. Eventuais anúncios sobre desinvestimentos ou o avanço da dissolução da holding, mencionado para os próximos três a cinco anos, também atuarão como catalisadores.

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