O Ministério da Rússia anunciou a alocação de US$1.6 bilhão para a compra de ouro e moeda estrangeira, com operações diárias de US$70 milhões, programadas entre 7 de julho e 6 de agosto de 2026. Esta iniciativa representa uma injeção de demanda nos mercados globais de ouro e divisas, visando a diversificação e o fortalecimento das reservas estratégicas russas, o que pode influenciar os preços e a liquidez desses ativos. O movimento pode impulsionar o preço do ouro (GLD, IAU) e gerar fluxos notáveis para moedas de reserva, como o USD (UUP) ou EUR (FXE), dependendo da composição das compras. Para o investidor brasileiro, o impacto será indireto, principalmente via valorização global do ouro (GOLD11) ou flutuações do dólar (USDBRL), com potencial para valorizar ativos atrelados a commodities. Bancos centrais globais podem observar a estratégia russa como parte de uma tendência mais ampla de desdolarização ou diversificação de reservas, embora o volume seja gerenciável. Similarmente, em 2018, bancos centrais aumentaram significativamente suas compras de ouro, atingindo o maior nível em 50 anos, o que contribuiu para uma alta de 18% no preço do ouro nos 12 meses seguintes. O início das compras em 7 de julho será o gatilho imediato para a observação da reação do mercado, com o volume diário de US$70 milhões mantendo uma pressão constante. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a continuidade ou escalada dessas compras pode solidificar uma base de preço para o ouro e influenciar a estratégia de outros países em relação às suas reservas.
As compras russas, começando em 7 de julho, deverão fornecer um suporte de preço para o ouro (atual $4192.70) nas próximas 4-6 semanas, com potencial de um rally de 2-4% se a demanda se mantiver consistente. Acompanhar a composição exata da moeda estrangeira comprada será crucial para ativos cambiais como o UUP, embora o impacto possa ser diluído pelo volume global.
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