Em meio ao conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026, as empresas americanas de petróleo e gás obtiveram mais de US$130 bilhões de lucros durante os seis meses de abril a setembro, segundo avaliação conservadora do New York Times baseada em 51 grandes companhias do setor. Em comparação, no mesmo período de 2025, quando os preços do petróleo eram mais baixos antes da escalada do conflito, os lucros combinados foram inferiores a US$47 bilhões. Enquanto isso, consumidores americanos gastaram US$150 bilhões a mais em gasolina e diesel, equivalente a mais de US$1 150 por residência, conforme análise do Climate Solutions Lab da Brown University. A disparidade alimentou debate político, com o representante Jim McGovern criticando a lucratividade das empresas. Naser al‑Tamimi, do ISPI, destacou que produtores de petróleo ganham com preços mais altos e refinadores obtêm margens excepcionais devido à escassez de combustível. O impacto das sanções e da interrupção de rotas no Golfo, bem como a destruição de refinas na região, intensificou a escassez, enquanto as instalações americanas permanecem relativamente seguras. ExxonMobil e Chevron registraram lucros entre US$10 e US$15 bilhões no último trimestre. Valero Energy aumentou seu lucro do 3º trimestre para US$6,83 bilhões, enquanto Phillips 66 reportou US$5,62 bilhões, seu maior lucro trimestral. O conflito também provocou 172 ataques a infraestrutura não‑militar nos seis estados membros do GCC, segundo ACLED, e bloqueios no Estreito de Hormuz, que elevam os riscos de transporte de energia.
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