A rejeição de Trump à proposta do Irã mantém o cenário de tensões geopolíticas, sinalizando a continuidade da crise energética global. Este impasse prolonga a incerteza sobre a estabilidade da oferta de petróleo no Estreito de Ormuz, elevando o prêmio de risco geopolítico nos preços da commodity. A situação ecoa a crise do petróleo de 1973, quando o embargo da OPEP elevou os preços do petróleo em mais de 300%, gerando recessão global e inflação persistente. O próximo gatilho será a evolução das negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã e a estabilidade das rotas de transporte no Estreito de Ormuz. No médio prazo, a crise pode acelerar investimentos em energias renováveis e diversificação da matriz energética, mas o curto prazo permanece volátil para o petróleo.
Nas próximas 2-4 semanas, o Brent deve permanecer volátil, com viés de alta, podendo testar a resistência de $100-102. Gatilhos como declarações oficiais ou incidentes no Estreito de Ormuz podem acelerar movimentos.
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