Setores de comércio e serviços demandam ajuste fiscal do próximo governo

Os setores de comércio e serviços, fundamentais para a economia brasileira, manifestaram suas expectativas para o próximo governo, cobrando ajuste fiscal, segurança jurídica e neutralidade tributária. Atualmente, essas atividades enfrentam pressões significativas devido aos juros elevados e à desaceleração econômica geral, que encarecem o crédito e desestimulam o consumo. O mecanismo econômico principal é a relação entre taxas de juros, custo de capital para empresas e poder de compra do consumidor, impactando diretamente a receita e a rentabilidade desses segmentos. Historicamente, períodos de alta incerteza fiscal e juros elevados, como os observados entre 2015 e 2016, resultaram em forte retração do consumo e fechamento de empresas nesses setores. O principal gatilho a monitorar será a plataforma econômica dos candidatos e as primeiras medidas do governo eleito. O desfecho dependerá da concretização de políticas que aliviem o custo de capital e incentivem o consumo.

Análise

As próximas semanas serão cruciais para observar as propostas econômicas dos candidatos à Presidência e as reações do mercado. A decisão do Copom em 4 de novembro de 2026 sobre a Selic e a divulgação do IPCA em 12 de novembro de 2026 serão dados importantes para calibrar as expectativas de juros e inflação, impactando a percepção de risco para o próximo governo.

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