XP revisa projeções de PIB, inflação, Selic e câmbio

A XP Investimentos revisou seu cenário-base para 2026 e 2027, diminuindo a taxa de crescimento do PIB para 0,3% em 2027 (de 1,0%) e para 1,5% em 2026 (de 1,7%). A inflação, medida pelo IPCA, foi elevada para 5,2% em 2026 (de 5,1%) e para 5,5% em 2027 (de 4,4%). A taxa básica de juros Selic foi mantida em 13,75% até o final de 2027, abandonando a previsão de queda para 11,50% em 2027. O real foi projetado a R$ 5,30 em 2026 (de R$ 5,00) e a R$ 5,50 em 2027. O relatório, assinado pelo economista-chefe Caio Megale, destaca que o aperto das condições financeiras, o elevado endividamento das empresas e famílias, o menor impulso fiscal e a baixa contribuição de setores menos sensíveis ao ciclo levaram às revisões. A XP observa que a inflação mais pressionada e as expectativas desancoradas exigirão maior rigidez da política monetária, enquanto a dívida pública continua em trajetória de alta, pressionada pelos juros elevados.

Análise

A decisão do Copom de manter ou ajustar a Selic até o final de 2027, prevista em reuniões mensais, e os dados de inflação divulgados pelo IBGE em 2027, definirão se o cenário de aperto se mantém ou se haverá flexibilização.

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