A TD Cowen avalia em 25% a chance de Trump conseguir remover o presidente do Federal Reserve, Cook, em caso de vitória nas próximas eleições americanas. A interferência política na independência do banco central americano é um fator de alta incerteza, podendo desestabilizar a política monetária e as expectativas de inflação. Consequentemente, mercados de renda fixa (TLT) e ações de crescimento (QQQ) enfrentariam volatilidade, enquanto o ouro (GLD) poderia se beneficiar como refúgio. No Brasil, a aversão global ao risco impactaria o câmbio (USDBRL) e o Ibovespa (BOVA11), exigindo potencialmente uma postura mais cautelosa do Banco Central. Crises de confiança na autonomia de bancos centrais, como a do Banco Central da Turquia em 2021, provocaram desvalorizações cambiais de 15-20% e fuga de capitais. As próximas eleições americanas serão o gatilho central para este cenário, com o horizonte de médio prazo indicando um prêmio de risco estrutural nos mercados se a autonomia do Fed for questionada.
Nas próximas semanas, o mercado deve operar com maior cautela e volatilidade, monitorando as declarações políticas nos EUA. O principal gatilho de aceleração será o resultado das eleições americanas, com impacto substancial nos mercados globais em caso de vitória de Trump e subsequente ação contra o Fed. No médio prazo (3-6 meses), se a probabilidade de interferência aumentar, espera-se um aumento do prêmio de risco em ativos de longo prazo e um fortalecimento do ouro.
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